Uma reflexão sobre Brumadinho

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Nos últimos dias, presenciamos um fato que abalou o Brasil. É desnecessário apresentar aqui o que ocorreu, visto que até hoje os jornais e redes sociais estão noticiando o acontecido. Mas o que me marcou muito é o fato de que, num segundo, respiramos, noutro, não mais. Como assim?
A brevidade da vida me assusta. Não digo que me incomoda, pois não fico refletindo disso sempre. Mas assusta, ah se assusta! Mas o que me incomoda, o que me desespera de verdade, é ver pessoas deixando pra depois o que pode ser feito agora. Pessoas preocupadas em ser ricas, em ser bonitas, em conquistar muitas coisas, ou até tristes por aí, por uma pessoa que não lhe deu o devido valor. E deixando o que é mais importante pra depois. 
O depois nunca chega. O depois sequer existe. 
Hoje, nos noticiários, mais uma notícia: mais uma barragem prestes a se romper. Por precaução, estavam evacuando o local e levando as pessoas para quadras. E nos comentários da notícia, alguém disse que preferiria mil vezes estar em uma quadra lotada, sem condições, do que presenciando o que poderia ocorrer. É que é mais fácil dar um jeito na vida em uma quadra lotada, sem todos os seus pertences, sem dinheiro, sem quase nada, do que soterrado em lama. Quando tudo está perdido, ainda resta uma esperança.
Mas o foco desta reflexão é dizer que precisamos aproveitar o tempo que nos resta. A vida é breve. Isto não te assusta? Diga que ama, abrace, perdoe. Viva! Mas faça logo, faça rápido. A vida é breve. A vida é breve!!!! A vida é breve...

Ninguém sabe
Quando será
O último abraço
Então,
Por precaução
(Ou sensatez)
Abrace sempre
Como se fosse
A última vez.
(Jean Carlo Barusso)

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